São Jorge Guerreiro
Por: Itamárcia Marçal
(Jornalista e escritora)
Fotos: Arquivo
Publicado em: 23 de abril de 2024 às 14:14
A Fé, não pode “faiá”, como nos lembra Gil em sua mais absoluta genialidade poética.
E eu faço coro com ele, e vou além da premissa do poeta popular, de que a Fé é ferramenta indispensável para enfrentarmos a vida,
Seja no que for, em quem for e do jeito que for.
Fé, há que ser inabalável.
E eu digo isso, por experiência própria.
Desde criança, vivenciei momentos de Fé e esperança através de minha mãe, devota e agarrada aos santinhos dela.
Suas promessas aos santos, que eram pagas com fervor.
Eu mesma já acompanhei procissões, o Círio de Nazareth em Belém do Pará, minhas idas e vindas em São Paulo, em Aparecida, para visitar a igreja e a santinha que mobiliza milhares de fiéis.
Acompanhei a Fé de meu filho @marciomarcal, em São Jorge, a ponto de ser tão significativa a sua devoção que batizou de Jorge o seu filho, meu primeiro neto, em homenagem ao Santo Guerreiro.
Também testemunhei a Fé imensurável de minha filha @marimarcal.oficial em Nossa Senhora Aparecida, com seus pedidos fervorosos em momentos de aflição, e depois, com suas promessas cumpridas à risca.
Quando estive internada no “spa” do Hospital da Lagoa, no Rio por quase 6 meses, por conta de um vírus, no meu caso o HIV, que por incrível que pareça, acabaram perdendo força quando a minha Fé se impôs
Acredito que a minha Fé, aliada aos tratamentos dos médicos da terra e os espirituais, me permitiram continuar viva.
Lá, naquele leito pedi mais um tempo a Deus, por conta dos filhos, sonhos e amigos, que a vida sempre me trouxe como lenitivo.
Hoje, momento em que reformulo minha vida com uma nova trajetória, percebo que sei até trocar lâmpada, furar parede, inventar um varal porreta com fio de telefone que meu genro @brunopachecox me deu, improvisar ferrolhos, lavar chão com pouca água e acordar 4 e meia da manhã com as galinhas, no caso, com miados e aus aus doa meus “filhos aqui”.
Meus netos, Noah e Eloah um desafio permanente que me ensinam a viver.
Já disse, certa vez, que é mais fácil escrever um livro, do que cuidar deles.
Querem tudo, a tempo e a hora.
Aí, haja criatividade e fôlego para cantar, dançar, cair no chão, botar eles pra trabalharem nas tarefas escolares de casa, e assim, pulamos e embarcamos nas viagens das fantasias infantis.
Assim é a Fé.
A Fé por dias melhores.
A Fé na saúde que precisa existir.
Fé nos sonhos e, se algo deu ruim, muda a rota.
Não se pode perder a Fé no amor para seguir adiante.
Por isso, nessa toada… Salve Jorge!
SALVE!! SALVE!
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