Nilton Caldeira, pré-candidato à Câmara Municipal do Rio, é o nosso primeiro entrevistado da série

Nilton Caldeira

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Por  Silvia Pereira / Fotos: Arquivo

Publicado em: 21 de maio de 2024 às 22:39

 

O Portal 8k  inicia nesta terça-feira uma série de entrevistas com os pré-candidatos, não só para cargos majoritários como os prefeitos, mas também para os cargos proporcionais como os vereadores, principalmente aqueles que eleitoralmente, estiverem mais bem posicionados nas pesquisas de opinião.

Estreamos essa série com nada menos do que o atual vice-prefeito da capital carioca: Nilton Caldeira

Ele é carioca, nascido na Tijuca, botafoguense doente, e apaixonado pelo Rio. Formado em Administração Pública, é filiado ao Partido Liberal, do qual é um dos seus fundadores. Tem extensa experiência na gestão pública, tendo atuado como Subsecretário de Habitação, como também nas Secretarias de Desenvolvimento Econômico e de Desenvolvimento Social, além da Secretaria de Relações Institucionais, pelo Instituto Estadual do Ambiente (INEA), e superintendente do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Membro efetivo do Conselho Municipal de Política Urbana e do Comitê Organizador dos Jogos Pan-Americanos, além de gestor da Feira de São Cristóvão. No Rio, foi Secretário de Meio Ambiente e do Clima. Antes, porém, ocupou durante quatro anos a mesma pasta em Nilópolis

Na sua opinião, quais foram as melhores ações realizadas durante o seu mandato?

Caldeira – Posso dizer que um dos pontos altos, foi o fato de ter assumido a Secretaria de Meio Ambiente e Clima, onde tive a oportunidade de debater e propor soluções para mudanças climáticas e seus impactos para o meio ambiente, fator esse, urgente para os nossos dias. Outro ponto extremamente importante também, foi fazer parte do Conselho da Administração da Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar), contribuindo para decisões sobre o planejamento de investimentos que são feitos visando sempre atingir de forma positiva a vida do cidadão na ponta.

E por fim, uma das grandes ações do mandato que ressalto, se refere à revitalização junto ao governo federal, da Estação da Leopoldina. Atuei na formação de diversas parcerias internacionais do Rio – nas áreas de Educação, Turismo, Esporte e Investimentos, com países como: Portugal, China, Japão, entre outros.

E a pior, qual o senhor apontaria?

Caldeira – Acho que não tem como deixar de chamar atenção para as mudanças realizadas na Avenida Brasil, como algo negativo, fruto da  operação BRT da Transbrasil. Isso porque, essa ação provocou  quase 200 km de engarrafamentos – mais que o dobro do normal – depois de criar na população de trabalhadores cariocas, uma expectativa de 12 anos de espera por melhores condições de deslocamento, e no final foi realmente frustrante.

– Qual sua autonomia e contribuição no cargo de vice-prefeito do Rio?

Caldeira – O cargo por excelência, é apenas um posto de caráter substitutivo, o que infelizmente implica, em pouquíssima autonomia. Meu papel como vice-prefeito da cidade é substituir o prefeito em caso de vacância, além de auxiliá-lo. Nas oportunidades que surgiram, estive sempre disponível e atuante.

– O que poderia ter sido diferente?

Caldeira – Infelizmente por questões partidárias, e por excesso de ética da minha parte, ponderei e acabei não sendo ouvido como gostaria e merecia.

Em caso de ser eleito como vereador, e ter Eduardo Paes como prefeito, se eleito for, o senhor será um parlamentar de oposição?

Caldeira – Sou um dos fundadores do PL e farei tudo conforme as diretrizes do meu partido. Claro que sempre levando em conta o que é melhor para cidade do Rio, tendo como focos direcionadores à família e à pátria. Sou totalmente contrário à prática equivocada da “oposição pela oposição”. Por exemplo, se uma proposta fere os interesses da população, em relação aos seus direitos fundamentais, é evidente que me posicionarei contra. No entanto, se vem uma proposição positiva para melhorar a vida da população em algum aspecto, votarei favoravelmente. Afinal, quero me eleger como vereador para lutar pelos interesses da população carioca.

– Quais serão os projetos de lei que gostaria de implementar, caso vença às próximas eleições?

Caldeira – Algo que sempre me motivou o propósito de pavimentar um projeto de um mandato público, foi a ideia de criar uma linha do tempo, em que contemple de forma produtiva as necessidades cotidianas da população, principalmente aquela mais vulnerável e sem oportunidade de nossa cidade.

E como isso funcionaria?

Caldeira – É um plano programático de ideias amparado nos seguintes destaques:

1 – Ênfase no ensino de qualidade da Escola Básica, a partir de apoio integral à Creches, priorizando seu amplo acesso, principalmente da população de baixa renda;

2 – Apoio e incentivo às Escolas Técnicas Profissionais, criando vagas e ampliando projetos de capacitação para jovens e mulheres da periferia;

3 – Fomento a Empreendedores, como ambulantes e motoristas de Vans, Táxis e Aplicativos, além de beneficiar outras áreas também, elaborando Leis de Incentivo e oportunidade ao Empreendedorismo disponibilizando linhas de crédito de investimento para tocar o seu pequeno negócio;

4 – Terceira Idade: facilitar ao máximo para essa fase da vida, criando um Programa de Acolhimento Etário, baseado  em três pilares:

* Saúde – Cobertura maior na atenção à saúde e ao bem-estar;

* Aposentadoria – Garantir tranquilidade financeira, ofertando pontos de atendimento e orientação nos bairros, para acelerar o direito à Aposentadoria, sem burocracia

* Segurança –  Contra maus-tratos, golpes ou quaisquer outras ameaças, criando uma Central de Denúncias, que proteja integralmente à pessoa idosa

– E qual é o setor mais crítico hoje, em sua opinião, na gestão pública do Rio de Janeiro?

Caldeira – Segurança Pública, é a palavra-chave da insatisfação do carioca há muitos anos, mas que hoje chegamos a um limite extremo de explosão da violência urbana presenciada em nossa cidade, e que amedronta as famílias, de forma unânime. Por isso, esse tema requer coragem e planejamento para seu enfrentamento, com governantes seriamente comprometidos com a causa do combate ao crime. Nossa cidade merece ter Forças de Segurança como a Guarda Municipal, Polícia Militar e Civil, com mais capacidade de confronto para desarticular desde os pequenos infratores até o crime organizado. Que una inteligência, treinamento, condições de trabalho, material adequado, respaldo para suas ações, salários dignos e parcerias efetivas em todas as esferas de poder, numa verdadeira força-tarefa.

Um ótimo efeito comparativo que me ocorre, é o caso de Brasília que tem uma população de 2,5 milhões de pessoas e possui uma tropa de 10 mil policiais militares. O que, proporcionalmente, significa que há 1 policial para cada 250 pessoas.

Já no Rio de Janeiro, o quadro se inverte, pois temos uma população de quase 7 milhões de habitantes, com uma corporação de apenas 7.130 policiais militares. O que significa uma média de 1 policial para cada 950 pessoas.

 

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